2.06.2012

TEMPO DE REFORMAS

Como já é de costume, vou dar uma paradinha para organizar o blog e trazer algumas novidades. Então vocês não vão ver tantas postagem assim aqui até pelo menos março. Mas tenho certeza que quando eu voltar muita gente vai ficar hiper feliz.

Só avisando que a promoção Z&A foi por água abaixo - acabou que só recebi 1 desenho... digamos... impublicável... - sendo assim, furou a promoção, mas eu faço o convite a quem quiser fazer um desenho para eu usar como header, fique à vontade. Quem o fizer receberá a devida divulgação e produtos do site. A única coisa que exijo é: esse ainda é um blog aberto ao público, por isso, mantenham restrições para eu não criar restrições, ok?

Abraço, galera e até depois do carnaval (ou não).

1.31.2012

AL RIO

Hoje morreu Álvaro Rio, ou Al Rio para os fãs de quadrinhos. Eu não o conhecia, mas sabia da importância de seu trabalho pra minha própria formação, já que ele foi professor de mestres meus.

A morte aconteceu essa madrugada e a forma como se deu não se compara à grandeza de seu trabalho. Meus sinceros pêsames àqueles que o tinham como professor, mestre e amigo.

Aos que desejam prestar alguma homenagem, segue seu deviantart, sua página na ComicFans, bem como sua página de fãs, e uma nota sobre o acontecido no blog do FQCE.


1.27.2012

VALENTE por Rute Aquino




Quando o Luís me pediu pra escrever no blog dele, eu fiquei pasma. Alguns podem ter pensado que isso aconteceria um dia porque somos namorados, mas eu não.

Aprendi a entender e respeitar o trabalho dele. Não leio tudo que ele escreve, confesso, mas sei como ele pensa sobre várias coisas e conviver com ele faz com que eu possa aprender/compreender coisas sobre esse mundo dos quadrinhos que não estão no blog.

Pra mim foi como se ele tivesse me pedido em casamento. Por mais que isso pareça exagero.

Veja, ele pediu pra eu trabalhar ao lado dele falando sobre coisas pertinentes a ele desde muito tempo. Eu não sou nerd, que eu saiba. Não li e nem leio incontáveis histórias em quadrinhos, não sei nome de autores, roteiristas, desenhistas. Aprendi muitas coisas através dele, perguntando, observando, participando.

E então ele me deu mais um espaço pra conviver ainda mais nesse universo.

Então pensei “O que diabos eu vou falar aqui?” e ele me deu uma resposta tão óbvia do que ele queria que eu escrevesse que eu aceitei. Então veio a outra dúvida: eu vou falar de qual obra? Não quis começar falando de Persépolis, nem quis falar de Sandman... ia parecer continuação do Quadrinhos emDebate do qual participei...

Então me lembrei de um quadrinho que eu li e adorei desde a primeira tira. Valente.

Pra quem não sabe: Vitor Cafaggi é o criador desse adorável cão que se apaixona por uma gata chamada Dama. Essa história chegou em minha vida através do Luís, que leu e pensou que eu ia gostar. Ele não estava enganado. Ele baixava as tirinhas semanais que saíam no blog do Cafaggi e eu ficava doida esperando por mais.

Eu não tenho internet em casa (acreditem!) e esperar por cada nova tira contando uma nova parte da história desse cachorro tão cativante era uma forma de lidar com minha ansiedade. Então ganhei do Luís a compilação das tiras autografadas pelo próprio Cafaggi (valeu, Amor!) e li o resto da história... Maravilhosa história! Tão simples, tão óbvia, tão a cara de muita gente...

Não adianta, não vou contar muito da história, vá lá na Gibiteca no Dia do QuadrinhoNacional e compre seu exemplar; você não vai se arrepender. Uma das coisas que me cativou foi que é o cachorro que fica "viajando" apaixonadão pela gata. Mostra que os meninos também são sonhadores, também viajam, também se iludem, assim como nós meninas. Adoro o fato de ele desmistificar essa conversa que só as mulheres sofrem, se desesperam, se apaixonam e se afundam e flutuam no amor.

Vocês homens podem até dizer “É claro que nos apaixonamos! Claro que sofremos!”, mas isso não é permitido ser conversado a não ser em mesa de bar, não é permitido ser comentado a não ser pra mostrar o quão cruel são as mulheres... na maioria dos casos.

Amor é isso mesmo, dói, arrasa, faz um céu e inferno em cada um, homem ou mulher. Aí vem o Cafaggi e mostra isso com bichos de nomes perfeitos para cada personagem. Menino eu sou sua fã!

Também gosto muito do cotidiano que ele mostra. É um saco ter aulas de educação física, ainda mais quando se é um desastre ambulante. E lá vai o Valente passar por isso...

As tiras da história de Valente são pedaços de histórias de todos nós, contadas de um modo engraçado, cativante, brilhante. E tudo isso numa simplicidade repleta de desenhos espetaculares.

Sou suspeita pra falar porque eu adoro cachorros, aprendi a gostar de gatos, não suporto zoológico porque bicho pra mim não é pra estar enjaulado.

Mas acredito que se ele contasse a mesma história com pessoas aí que iríamos nos identificar! Quem não sorri com cara-de-cachorro-feliz-quando-vê-o-dono quando vê a pessoa amada? E o Valente como tem rabo ainda o abana quando a vê! Putz! Sensacional!

Eu já li as tiras todas umas três vezes ou mais. Não vejo a hora de novidades nessa história, mas até lá repito a dose do que já vi e recomendo a quem não leu que leia. Acredito que vá fazer um bem danado aos olhos (pois os desenhos são belos) e ao coração (preciso dizer mesmo os motivos?).


Veja mais de Rute Aquino em: conscienciafeminina.wordpress.com 

1.20.2012

A NOVA DC E A MORTE DO SUPERMAN

A DC Comics, editora da Liga da Justiça - pra resumir todas as bandeiras spandex da editora - está de logo novo. Segue abaixo para que vocês vejam.



Se seu cérebro "rebootou" depois disso, relembro a antiga logo:


Eu costumo fazer comentários longos sobre isso, mas dessa vez eu vou tentar não me alongar. Bem, antes de tudo eu preciso dizer: eu achei o logo novo belíssimo. Ele é moderno, visualmente atraente, direto, o lance de ele "mudar de identidade" pra cada linha de trabalho deixou-o dinâmico e até divertido...

MAS... (e sempre que aparece uma adversativa em uma frase as pessoas costumam esquecer o que veio antes)

... Ele não é nada heroico. Não importam quantas luzes verdinhas, sombrinhas, fumacinhas, fios, texturas e o escambal coloquem nesse logo novo em nada ele me passa a energia do anterior. Nada mesmo. Ele é fixo, parado e - até certo ponto - "fofo" (não dá a impressão de que é uma mofada auto-adesiva? Eu acho...). Eu olho pra ele e não consigo identificar que o produto que vou consumir é um comics - e o uso da expressão é esse mesmo: comics, spandex, quadrinhos energizados e bombalizados e cheios de ação de heróis americanos - em nada ele me remete a um quadrinho cheio de fantasia super-heroica.

Não estou aqui pra julgar a DC, mas para constatar um fato: a indústria de quadrinhos americana decretou seu fim - por mais que muitos digam que isso aconteceu (pelo menos intelectualmente) há tempos, acredito que não, que as grandes editoras ainda se mantinham como EDITORAS DE QUADRINHOS SPANDEX.  Mas quando a casa do deus dos super-heróis, O Superman, rende até o significado do que ela é ao mundo dos negócios, bem, então esse sim é o completo fim.

O logo de uma editora não é somente o o símbolo a ser fixado na memória em um instante, mas é a implementação de seus significados, a forma física de suas filosofias, ideias, objetivos e ideais. O logo anterior - já uma evolução de seu primeiro logo, o círculo com estrelas - mostrava a energia da DC, o heroismo de seus personagens, mesmo todos sabendo que sim, ela era uma empresa, ela fazia coisas pensando nas vendas, ela mataria (ou "rebootaria") qualquer coisa pra abocanhar mais verdinhas (ou azuis e amarelas, dependendo do país), ao olhar aquele logo automaticamente o Superman passava voando em sua mente - uma égide total do superheroismo que gerou a cultura spandex - e você sentia que em algum lugar em meio a negociatas, contratos, brigas por mais ou menos vendas, ainda havia um fã concreto tentando fazer seu trabalho, tentando manter a chama viva, ainda existia algo ali, naquelas linhas angulares e pontas, de que ainda é possível acreditar em algo.

Esse novo logo destrói isso. Ele é um tiro definitivo no Superman. Ele define o fim de uma era que tentou perdurar por mais tempo que o necessário às mudanças...

... ou talvez, EU tenha que decretar minha falência como fã de quadrinhos...


1.05.2012

COMEÇOU 2012! O QUE ESPERAR DO MUNDO NERD-POP?

Entre promessas de fim do mundo e reboots, 2012 parece ser um ano de ouro pro mundo nerd/pop. Pensando nisso, faço o primeiro post deste ano dando uma geral no que de principal vem por aí.

EVENTOS


DQN 2012
Dia 28 de janeiro na Gibiteca de Fortaleza, Av. da Universidade 2572, de 8h às 18h


O que é. Evento que acontece na Gibiteca de Fortaleza comemorando o Dia do Quadrinho Nacional proporcionando atividades e ações que além de divertirem, também objetivam trazer uma reflexão sobre a cultura das histórias em quadrinhos no Brasil. A 3ª edição promete muito mesmo.

O que eu acho. Sob muitos pontos de vista o DQN não é um mero evento de diversão vazia, mas algo de cunho político e cultural muito forte, desde sua primeira edição em 2010. O Fórum de Quadrinhos do Ceará também cresceu da referida data pra cá e tem respaldo o bastante pra entregar um grande evento.




FORTALEZA COMIC CON
Dias 28 e 29 no Centro de Convenções do Ceará


O que é. A organização do SANA percebeu que o público neo nerd/geek/pop/etc. cresceu consideravelmente em comparação ao atual público de mangá/anime. Pensando nisso eles prepararam um evento ao estilo "comic cons" que estará dentro do anual SANA Fest.

O que eu acho. Um passo esperado, mas nem por isso menos aguardado. A organização do SANA já provou que é capaz de manter um evento grande o suficiente para ter inúmeras atrações e moderno o suficiente para nunca sair de moda.


QUADRINHOS


MARVEL
Vingadores vs. X-men

O que é. A famigerada Força Fênix está voltando à Terra em busca de um novo hospedeiro (por que? Não havia ninguém bom o bastante no resto do universo? Servicinho ruim esse dos classificados do cosmos hein?) - dessa vez a garota Esperança é a escolhida. A divergência sobre o que fazer com a menina acaba fazendo com que os Vingadores e os X-men entrem em um conflito escrito e desenhado pelas maiores estrelas da editora.

O que eu acho. 1º Gosto de megassagas, 2º Mas não gosto quando elas ficam dando voltas em si mesmas (crises infinitas?), 3º O que me faz ver que isso me parece uma xerox cósmica da Guerra Civil, 4º A Marvel não tem vilões tão ruins pra eles fazerem os heróis se surrarem a cada 2 edições desde Vingadores: A Queda, 5º Alguns dos melhores artistas do mainstream sendo usados como buchas numa megassaga insossa? Sério? Isso foi o melhor que eles puderam pensar? Vou voltar a ler Aranha Ultimate com Bendis e Pichelli...

DC COMICS
Novos 52

O que é. A continuação do reboot mantém suas histórias independentes e não anuncia nada de novo.

O que eu acho. Sério? Nenhuma megassaga? Nem um fio do que poderia ser? Tá tudo estranhamente muuuuito quieto na DC...

IMAGE COMICS

O que é. A editora faz 20 anos.

O que eu acho. Se ninguém fizer um encadernado do Spawn, Youngblood ou WildC.A.T.S por mim merece o bolo. FATALE de Brubaker e Philips parece ter dado início a uma comemoração interessante...

GRAPHIC MSP

O que é. Autores nacionais produzem graphic novels dos personagens da Turma da Mônica, dando sua própria visão sobre cada um dos personagens. Um combo dos bem sucedidos MSP 50.

O que eu acho. Desde que Sidney Gusman assumiu uma das cadeiras de editor da MSP as coisas têm ido de bom pra melhor ainda e não somente pro Maurício, mas para leitores de quadrinhos de todas as idades e para grandes autores que precisavam ser conhecidos por um grande público além de suas searas específicas. Já vou colecionar.


MYTHOS EDITORA

O que é. Galera que lança material Bonelli e que destruíram o bolso, mas deram um senhor carinho no coração, de uma ruma de colecionadores lançando as edições clássicas da Eerie em versões lindonas com capa do Frazetta e no megaultrasupermassafoda encadernado do Conan.

O que eu acho. Se eles continuarem assim, vou ter de começar a vender meu corpo pra comprar tudo o que os caras vão lançar...


JBC EDITORA

O que é. Principal editora de mangás do Brasil. Está relançando Evangelion em formato tokohon e anunciou  umas coisas aí que não me interessam.

O que eu acho. Vamos ver se o resto de Eva vai sair esse ano e nos dois formatos: tanto o proposto inicialmente pela Conrad - o qual a JBC foi inicialmente muito respeitosa em manter ao lançar as edições 21 a 24 - quanto o seu "especial". Eu só acredito vendo...

PANINI EDITORA

O que é. Talvez a maior editora de quadrinhos do Brasil, especializada em supers e MSP. Prometeu esse ano continuar One Piece e relançar Dragon Ball.

O que eu acho. De novo...

QUADRINHOS INDEPENDENTES

O que é. Autores bancando suas próprias publicações, seja com incentivos de editoras/concursos/programas de assistência/pactos com o diabo/o escambal.

O que eu acho. 2011 foi um ano muito bom pro quadrinho nacional e melhor ainda pros seus autores. Gente ganhando Eisner, trabalhos sendo elogiados na Europa e EUA por público e crítica, leitores brasileiros gostando de trabalhos feitos por brasileiros. No entanto, sempre há o medo de que uma coisa dessas seja um bafafá temporário e pronto, acabou. Espero que, na verdade, seja um ensaio pra algo maior. Os irmãos Bá e Moon já disseram que tão trabalhando em coisas novas. JJ Marreiro também já falou que tá preparando umas coisas. Há uma série de grupos e parcerias se formando. Capitão Rapadura tá na ativa de novo. Bem, vamos ver como vai ser.

CINEMA


AS AVENTURAS DE TINTIM

O que é. Peter Jackson e Steven Spielberg fazendo a animação de um dos personagens aventureiros mais legais das HQs, utilizando a tecnologia de Avatar e tendo como mote uma das melhores histórias de Hergé.

O que eu acho. Depois de algumas falhas e outras coisas fracas, duvidar de Spielberg não é algo tão absurdo. Peter Jackson, depois de Senhor dos Anéis, por mais que fizesse filmes bons, não conseguiu mais fazer algo que desse aquele friozinho no estômago que foi ver Aragorn invadindo Gondor com um exército de desmortos. No entanto, Tintim parece ser aquele típico trabalho "Caramba! Eu sou muito fã disso! Acho que eu posso me divertir muito fazendo isso!". Resultado: até onde sei a Europa adorou, os trailers são incrivelmente empolgantes e a animação parece ser infinitamente melhor que a promessa. Bom, EU vou ver.


SHERLOCK HOLMES: O JOGO DE SOMBRAS

O que é. Continuação do sucesso de Guy Ritchie, com Robert Downey Jr como Holmes e Jude Law como  Watson. Na sequência eles encaram um dos maiores inimigos do personagem nos livros, o Prof. Moriart.

O que eu acho. Sou suspeito. Adoro o Downey Jr. Não. Não sou gay.


MILLENIUM: OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

O que é. Versão americana de um filme sueco (eu acho) que é a versão de um livro, com o James Bond, Daniel Craig.


O que eu acho. Fora o comentário anterior não sei de nada e nem procurei, porque o título não me disse nada interessante nem me chamou a atenção. Mas os cartazes e fotos promocionais são alguns dos melhores que vi. Quando sair em DVD eu alugo.


MOTOQUEIRO FANTASMA: O ESPÍRITO DA VINGANÇA


O que é. Sequência 8 anos depois do primeiro filme, mas dirigido pelos mesmos caras de Adrenalina e Carga Explosiva. Nela, Johnny Blaze está na Europa tentando encontrar uma maneira de controlar/fugir da maldição e tem de salvar um moleque que vai ser a via de acesso do Cruz-credo pro nosso mundo.

O que eu acho. Só a dupla de diretores já me fariam assistir ao filme, apesar das cansativas caras e bocas de Cage. O visual que eles sugeriram ao Motoqueiro deu uma força enorme ao personagem e a trama rala, previsível e bobinha garante que teremos muita ação motorizada e monstruosidades. Um blockbuster spandex despretensioso com um dos trailers mais chamativos do ano. Pra ver no cinema, sessão promocional, com uma ruma de amigo, um sacão de pipoca e 10 copos de refrigerante 1L!


ANJOS DA NOITE 4: UM NOVO AMANHECER


O que é. Interminável continuação de um filme que sempre foi superestimado com um roteiro completamente previsível antes mesmo de ser anunciado.

O que eu acho. Acho a Kate Beckinsale uma gata...


FÚRIA DE TITÃS 2

O que é. Um novo filme, mas continuação do mesmo filme. 10 anos após a libertação do Kraken, Perseu tenta aproveitar a aposentadoria cuidando do filho, mas o deve de herói chama. Cronos, deuses, monstros, muita ação e uma qualidade visual mais elaborada apresentam uma aventura que promete bem mais que o filme anterior.

O que eu acho. Que alguém andou jogando God of War demais... Apesar da história ainda não parecer uma primazia, o trailer dá uma sensação de épico tão concisa e bem feita que acho quase impossível esse decepcionar na tela grande um espectador médio ou aqueles que querem ir ao cinema para se divertir mais que se emocionar. Já tô na fila.


JOGOS VORAZES

O que é. Mais um filme baseado em uma infinita série de livros que tenta seu lugar ao sol como a Saga Crepúsculo, Harry Potter, Código Da Vinci, Nárnia e por aí vai. Na trama, moleques se degladiam numa caçada dentro de uma floresta pra entreter o governo.

O que eu acho. Premissa muito boa - apesar de nada original, os japoneses já bullynivam moleques desde muito, Battle Royale é um exemplo - trailer bem bacana e emocionante. Fiquei até com vontade de ler os livros. Cinema na certa!


JOHN CARTER

O que é. Filme baseado na obra de Edgar Rice Buroughs, criador de Tarzan. John Carter é um soldado americano do século XVII (se bem não me engano temporalmente) que se vê transportado para Marte, onde descobre uma violenta raça de monstros verdes e se apaixona pela belíssima Dejah Thoris, princesa do povo vermelho de lá.

O que eu acho. Estou lendo o livro e apesar das diferenças da produção da Disney com a obra - e com as ilustrações do Frazetta - até agora não me decepcionei, mas ainda tô com o pé pra trás. Depois de umas duas semanas no cinema vou ouvir o que a galera diz. Obs.: Todo o elenco de suporte de Wolverine tá lá?


MEN IN BLACK 3

O que é. Jura que tu quer que eu explique? Onde você estava nos últimos 20 anos? Em Marte? Viu a luz vermelha?

O que eu acho. Depois de MIB 2 eu pensei que a franquia tinha ido pelo ralo, por isso nem me importei com o que quer que fosse. Por curiosidade vi o trailer. Não sei se pela viagem no tempo ou por Josh Brolin fazer perfeitamente K, mas eu me interessei de novo pela série. Vou esperar umas semanas em cartaz e vê no que dá.


ROCK OF AGES

O que é. Musical de rock dos anos 80. Tem o Tom Cruise.

O que eu acho. Tem o Tom Cruise, pô. E é rock. Que? Eu não sou gay...


BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR / MIRROR, MIRROR

O que são. Dois filmes que recontam a história da Branca de Neve. Um de maneira obscura, o outro de maneira 'restart'.

O que eu acho. Charlize Theron é o máximo e Chris Hemsworth é o Thor. Não há mais nenhum motivo pra ver esse filme. / Também gostei de "Para Sempre Cinderela" quando vi em Sessão da Tarde...



PROMETHEUS

O que é. Ridley Scott volta ao universo de Alien para contar uma história que não é Alien.

O que eu acho. Viram o trailer? Pois é, eu acho isso.

VALENTE

O que é. A história da Valente e rebelde Merida tentando corrigir seus erros numa jornada de salvação.

O que eu acho. Pixar fazendo um título de nome forte. Se eles me conquistaram com um filme de um rato e me fizeram chorar com um filme de brinquedos, só se uma desgraça acontecer que eu não estarei no cinema (e ela pode ser econômica e se chamar liseira).


O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA

O que é. Reboot do aracnídeo no cinema para um público que tenha nascido depois dos anos 1980.

O que eu acho. O filme certo com o time certo na época certa. Sam Raimi fez um trabalho magnífico, foi justo com as gerações antigas e preparou terreno para alguém fazer algo pras novas. Esse alguém é Marc Webb. Eu posso até não gostar do que vou ver - duvido - mas sei que esse é o Aranha dessa geração (bem como Andrew Garfield é o Peter) e já me sinto feliz pela lenda não morrer. Agora, recontar a história? Sério? Acho que eu mesmo vou matar o tio Ben...


BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE

O que é. Conclusão da genial releitura do Batman de Chris Nolan, agora com Bane e Mulher-Gato.

O que eu acho. Um filme que não precisava de trailer. Mas teve. Continua não precisando. Nolan fez uma trama tão bem elaborada no Cavaleiro das Trevas que seu filme chama muito mais atenção pela curiosidade do "que será que ele vai faz agora" do que pela promoção do filme. Cadeira cativa no cinema.


RESIDENT EVIL: RETRIBUTION

O que é. 5ª parte do filme de Mila Jovovich contra os zumbis que dizem ser baseado num jogo do PS.

O que eu acho. Filme da Mila dando porrada em zumbi. Em 3D. Tem como odiar um filme desses? Fiquei liso e não fui ver o anterior. Me arrependi. Eles realmente souberam explorar o 3D, mesmo que abandonassem a história. Pipoca? Amigos? 3D? Com toda certeza!

VEJA O NOVO TRAILER!


OS VINGADORES

O que é. Depois de uma série de sucessos (de bons a médios) de filmes de super heróis, a Marvel decide colocar tudo no mesmo saco e explodir sob o comando de Joss Whedon.

O que eu acho. Quando a primeira boataria sobre isso começou, antes mesmo de Homem de Ferro 1, eu especulei que um filme desses ou afundaria ou traria uma nova perspectiva ao gênero spandex. Agora, acompanhando as produções vejo que superestimei demais a coisa. O filme parece ser muito bom, mas ele não passa disso. Colocar grandes atores juntos num filme papoco não é mais tão difícil. Enfim, se tudo for bem, maravilha, se tudo for mal, maravilha também. Só ver que isso foi possível é razão pra se comemorar!


007: SKYFALL

O que é. Continuação do James Bond de Daniel Craig por Sam Mendes.

O que eu acho. Continuação do BRUCUTU James Bond de Daniel Craig pelo impressionante Sam Mendes.



O HOBBIT: UMA JORNADA INESPERADA

O que é. O início da jornada que eclodiu na Guerra do Anel, vista na trilogia O Senhor dos Anéis - maior vencedora de Oscars da história do cinema.

O que eu acho. Eu estou feliz por esse filme existir. Eu estava muito feliz por ser Guilhermo Del Toro seu diretor. Não é mais ele, mas eu continuo feliz porque é Peter Jackson o novo diretor. Não é um filme pra ser avaliado porque não se avalia Michelângelo ou Da Vinci ou Shakespeare - entendam a afirmação como quiserem. O trailer me tirou lágrimas dos olhos e ele encerra esse post emocionante.


11.25.2011

REVIEWS FIQ 2011 - PARTE 2


Continuando a incrível missão de comentar minhas impressões sobre todos os quadrinhos que adquiri no FIQ, segue duas obras de uma galera muito gente boa do Rio de Janeiro. A partir dessa edição começarei a dar selos (uma maneira simples de se visualizar a resenha, além dos meus comentários). Funcionará assim:

SELO 90's: belo de se ver, conteúdo descartável
SELO 80's: divertido, marcante e com um visual agradável aos olhos, sem precisar ser profundo
SELO 70's: grande texto, arte conceitual, mas visionária
SELO 60's: ainda em seu embrião com muito a melhorar, mas com algum potencial

Os selos acima sempre estarão ao final do texto indicando como esse quadrinho foi interpretado. Algumas obras, no entanto, podem apresentar também os seguintes selos especiais:

SELOS ESPECIAIS
SELO MILLER: inteligente e bem narrado, mas de futuro duvidoso...
SELO MOORE: rico em informações com frases e ideias afiadas, mas pendendo à aparente loucura
SELO MILLAR: diversão e ação à toda prova, blockbuster na certa, mas com grande chance de ser somente pop
SELO EISNER: obras-primas. Indiscutível.

COMIC COW de Denis Mello

Inicialmente Denis Mello imaginou sua Comic Cow como forma de participar do evento Cow Parade, assim, ele fez uma vaquinha ornada por uma história em quadrinhos - onde a própria vaquinha havia ganhado superpoderes após um meteoro atingir seu pasto, matando suas amigas. Sendo bem sucedido nesse intento, Mello pegou a história DA vaca NA vaca e colocou NO papel, daí nascendo o impresso COMIC COW, onde a mesma história pode ser apreciada pelo passar das páginas.

Infelizmente, aí se encontra o grande erro. Por simplesmente ter "colocado" o trabalho para o Cow Parade e transformado em páginas, você sente um roteiro descartável, onde os personagens e as situações são tão apressadas que não há momento para se familiarizar ou mesmo simpatizar com a Vaquinha. Uma pena, pois Denis Mello possui um desenho cartum bem estilizado, com artes bacanas e uma composição atraente, fora o fato que há um incrível potencial cômico na situação (vide o caso de Lene Chaves durante o Manicomics) que não foi corretamente aproveitado. A Supervaca funcionava melhor quando era uma arte plástica, enfeitando sua musa numa exposição. Nas palavras de Yoda: "Pensar em adaptação, você deve".

SELO 90's

COLETÂNEA 23,5 de Daniel Bicho, Giba, Igor Chaves Jeanne Göpfert, Lucas Santoro, Luisa Pires, Marília Bruno e Renato da Matta

Coletâneas sempre são complicadas, principalmente quando surgem no ambiente independente, pois correm o risco de cada um fazer do seu jeito e a coisa toda parecer uma loucura só, sem identidade alguma e que causam uma grande estranheza pela "liberdade criativa". 23,5 não sofre esse problema, com todas os autores tendo a liberdade necessária para produzir o que querem dentro de uma temática que é comum ao ambiente proposto ali. Com uma capa inspirada, um design profissional e um acabamento de primeira (em folha amarela, vejam só) a impressão que se tem é de uma HQ bancada por editora, com trabalho e tratamento especial. Impressionante logo nas primeiras páginas descobrir que não é nada disso.

Sem a necessidade de ter de fazer uma resenha pra cada história, acho que merecem destaque os trabalhos Psycholic (de Marilia Bruno), Tim Punk (de Giba) e Bull Black Nova (de Igor Chaves), os dois últimos por suas histórias diretas e concisas e uma arte competente e o primeiro por seus interessantes experimentalismos que ajudam a dar um tom ao mesmo tempo cômico e único pro quadrinho. Os outros trabalhos, por sua vez, são de uma qualidade puramente artística e devo confessar que um tanto incompreensivas ao primeiro olhar. Em meio a essas destaco Tirinhas (de Luísa Pontes) que mereciam um acabamento fora dos papeis em bloco: uma pintura em cores em uma galeria de arte caberia bem ao caso.

SELO 60's

11.22.2011

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11.18.2011

FIQ 2011 - REVIEWS E OUTROS DETALHES

Para quem esteve preso em uma redoma capsular em algum lugar de Plutão ou simplesmente não dá a mínima para coisas como quadrinhos e eventos ligados ao gênero, de 9 a 13 desse mês aconteceu a 7º Feira Internacional de Quadrinhos, o FIQ! O Fórum de Quadrinhos do Ceará, na forma deste que vos escreve e outros amigos e colegas, marcou presença lá. As novidades e comentários sobre tudo o que vimos e vivemos vocês poderão ler no blog do FQCE.

Como já é de costume, muitos quadrinhos que estavam por lá foram adquiridos pelo editor/redator deste blog. Assim, decidi abrir uma sessão especial que sairá aqui todas as semanas onde faço reviews de tudo que comprei por lá. A ordem é aleatória: conforme eu vou lendo eu vou postando. E para a estreia nada mais que especial do que a obra de artista que já esteve por aqui: Valente Para Sempre de Vitor Cafaggi.

Em 2010, Vitor Cafaggi foi convidado pelo jornal O Globo a ter um espaço no periódico com uma tira própria. O autor apresentou então Valente, as desventuras de um cachorro e sua paixão por uma gatinha em sua rotina de idas a aulas e amigos. Assim, o autor juntou em uma copilação especial as 70 primeiras tiras publicadas no jornal e lançou no FIQ em um livro especial com capa bacana e papel de primeira 
(e lombada quadrada) para os fãs que não tiveram a chance de acompanhar as tiras pel'O Globo.


Logo de cara percebemos que Cafaggi é um quadrinista mais que competente. Muito mesmo. Ele sabe se utilizar da linguagem dos quadrinhos de maneira clara e objetiva - desde a escolha da colocação do texto até a adaptação e caminhar dos balões pelos quadros, além de um timing emocionantemente perfeito -, encontrando saídas simples e básicas que ajudam a sua narrativa e dão ao seu trabalho um ar de obra acabada, redonda, completa. Tudo isso logicamente em desenhos lindos, inquestionavelmente lindos. Um dos melhores exemplos da união ideal de texto e imagem que formam a arte sequencial. Como tirista ele deixa a ousadia de lado e apresenta um quadrinho tecnicamente linear, sem ser piegas ou datado. Suas influências são tão óbvias que o fato de ele as dizer é meio irrelevante (a quem ainda não sabe: Watterson e Schulz). O melhor é que ele as utiliza como real prova de "aprendizagem", não como "cópia".

No entanto, técnica sem conteúdo é um poema parnasiano e Valente Para Sempre está longe de ser um mero "jarro vazio". Pelo contrário. A tira é riquíssima e verdadeira, real prova do que há de melhor na vanguarda dos quadrinhos hoje em dia. Cafaggi acerta por fazer uma HQ para todas as idades, abordando o tema da paixão e do "procurar pela pessoa" de forma tão sincera e leve que é quase impossível não se identificar com as histórias do cãozinho do título. Afinal, essa é a palavra de ordem de toda a HQ: sinceridade. Os sentimentos que conduzem as narrativas curtas - algo que vai se aprimorando a cada página - da coletânea são tão verdadeiros que não cabem mentiras nas sarjetas e tudo é abordado com a linguagem de uma criança e a nostalgia de um adulto. Seu desenho é um condutor ideal desses sentimentos, das emoções em cada levantar de orelhas de Valente ou não balançar do rabo. Impossível não se emocionar em alguns momentos somente pelas imagens (vejam as páginas 60 e 78, se você não se sentir movido por aquilo...). Essa sinceridade é tão patente que Valente é simpático e íntimo como seu melhor amigo e confidente e suas histórias são tão agradáveis quanto reuniões das pessoas que você mais gosta numa tarde bonita. 
Características que vêm muito bem expressas desde a inspirada introdução feita por Bu Cafaggi, personagem e irmã de Vitor/Valente, até a interpretação do personagem por outros artistas nas páginas finais.

Não há exageros em dizer que foi o melhor trabalho em tiras editado no Brasil desde o fim de Calvin e Haroldo, personagens que, por sinal, acompanhavam o mesmo jornal que hoje lança a tira do cãozinho. Melhor sucessor impossível. Desconfio que Bill Watterson ficaria orgulhoso.


Aos que não tiveram a chance de adquirir a coletânea (bem como a revista DUO.TONE do mesmo autor) no FIQ 2011, acessem: punyparker.blogspot.com e descubram como pedir a suas.

11.04.2011

PREVIEWS FQCE - RAFAGA E GOSTO RUIM

Continuando na série de previews para o FIQ na mesa do FQCE, apresento duas obras de autoria do digníssimo Zé Wellington, um dos coordenadores do grupo Gattai Zine e organizador do evento + HQ em Sobral! Verifiquem o release e vejam o preview!


RAFAGA - Volume 1: Quando se posicionam os peões
Roteiro: Zé Wellington
Desenhos: Demétrio Braga

Rafaga - Volume 1 é o início da história que conta a saga de Sieg, um antigo vampiro; Alexandra, uma caçadora de recompensas; e Rafaga, um jovem príncipe amaldiçoado. Numa história de terror repleta de seres fantásticos, esses três personagens descobrem ser pilares de uma complexa disputa entre dois seres celestiais, o que pode pôr fim a existência dos mortais. Segredos, vingança e violência são os ingredientes dessa HQ adulta calcada na fantasia, lançada pela Editora Quadrix.


Pré-venda: http://www.quadrixcomics.com.br/shop/index.php?route=product/product&product_id=53






GOSTO RUIM #1
Roteiro: Zé Wellington
Desenhos: Paulo Fernando e Sílvio dB

O fanzine Gosto Ruim traz duas histórias em sua primeira edição. Em Overclock Jack: Teia das conspirações é um preview de uma webcomic que mostra um mundo fantástico de elfos, trolls e anões, onde a magia foi trocada pela internet e pelos computadores. Nesse cenário, em meio a conflito étnicos, um rei luta para unir as raças sem saber que uma conspiração se forma para a derrubada de seu trono. Em Taverna do Angus, um taverneiro medieval presencia uma estranha maldição em seu estabelecimento... Mas seria magia mesmo?




11.03.2011

PREVIEWS FQCE - FIQ: GRUPO Pb


A ideia para formação do grupo nasceu em uma tarde quente de um domingo de novembro, em 2010. Na época, Marcus Rosado, quadrinista, revelou a Luís CS, roteirista e amigo, o desejo de começar a produzir quadrinhos. Assim, eles sentaram e sugeriram várias ideias: guerras espaciais, jornadas de cavaleiros, monstros do armário, robôs gigantes, heróis uniformizados - todos os clichês possíveis a um quadrinista iniciante foram colocados em mesa, mas nada em si foi decidido, exceto o nome do grupo: Pb Quadrinhos, "Porque todas as boas histórias estão em preto e branco", disse Luís, parafraseando Caio, do extinto KIMOTA Podcast.

A resposta definitiva surgiu semanas depois, quando Marcus conheceu Catarina Brontë, principal roteirista do grupo. A tímida garota mostrou uns manuscritos em um caderno de matéria com cerca de 90 páginas de uma história de dramas pessoais e erotismo. A trama atraiu a atenção de Marcus e, após uma conversa com Luís, os dois começaram a elaborar o quadrinho, o primeiro como desenhista da série e o segundo como editor. Assim, o primeiro quadrinho do grupo surgia, FOCO.

Na história, Manuela é uma garota introspectiva e sem confiança em si mesma, que, através de sua polaroid, começa a registrar práticas sexuais das pessoas a sua volta: padrasto, irmãs, professores e desconhecidos, utilizando as fotos para decorar sua parede que, como ela mesma diz, é tão vazia quanto sua própria vida. Aos poucos esses registros vão revelando diferentes relações de submissão, mostrando a Manuela que os desejos sempre são mais que carnais.

"A ideia de se criar uma série de contos sobre pessoas e sua vida íntima sempre passou pela minha cabeça, mas nunca tive o 'feeling' correto para fazê-lo. Catarina veio com a ideia quase pronta: personagens, narrativa, temas e Marcus fechou a equação com sua própria visão do que queria desenhar e do tipo de história que gostaria de contar. Tudo o que fiz foi adaptar a trama para o formato dos quadrinhos. Sem entregar muito a história, tentamos fazer algo que tenha o 'poder' como tema central. O tempo todo e de diferentes formas, há relações de poder sendo empregadas e a maior metáfora disso é o sexo, ele tanto é interpretado como forma de submissão a alguém como de dominação. A história também fala sobre despertar, sobre sair do local comum. No primeiro arco de histórias, poderemos sentir isso de maneira muito leve através das 'observações' de Manuela, mas o segundo - e aparentemente definitivo - volume, com a inserção de alguns personagens novos, isso ficará mais evidente e a personagem mudará de uma maneira gradual, mas incrivelmente radical pra sua própria visão de mundo", comentou Luís.

"Catarina é uma autora nova, mas muito promissora. Ela sabe trabalhar personagens com conceitos simples e de fácil identificação, mas que não são lineares. Eles são tão complexos e críveis quanto seres humanos comuns. Fora isso, é importante estarmos inicialmente trabalhando com personagens reais, em contextos reais, embora com situações um tanto incomuns - mesmo que não impossíveis. Marcus e eu viemos de uma tradição de super-heróis e narrativas fantásticas e foi um desafio, bem como um aprendizado trabalhar com uma trama onde não há explosões a cada virada de página, mas que emoção pode ser apreendida em detalhes como um sorriso que evidencia uma mentira ou um grito de revolta. Acreditamos que o grupo todo está entregando uma obra bem à flor-da-pele, sensual, incômoda e interessante", continua o editor.

Catarina, no entanto, tinha uma exigência. Ela gostaria que mais mulheres estivessem envolvidas no grupo. Assim, Rute Aquino foi convidada como revisora e consultora de roteiro. Sua participação é tão relevante que Catarina a considera corroteirista da série. Ouvindo o conselho da roteirista, Luís convidou garotas para serem capistas de FOCO, cuja primeira edição é feita por Débora Cristina, que fez seu trabalho em aquarela.

Para FOCO, a proposta de publicação da obra é fazer arcos de cinco histórias de até 8 páginas. O arco inicial é dividido em 2 volumes, o primeiro com três histórias e o segundo com as duas últimas e mais uma história bônus, além de rascunhos de produção. Cada uma delas funciona sozinha e os volumes podem ser lidos em qualquer ordem.

Há também um cuidado com o público e a distribuição, como fala Luís: "Toda a venda será feita por internet, dispositivos eletrônicos ou em eventos - em versões on line e impressas. Estamos nesse instante cuidando exatamente disso. Seria muito bom começar um site pelo blogspot e fazer de qualquer jeito, mas o Marcus foi muito insistente em apresentarmos um produto de qualidade, por isso preferimos manter a produção ativa, enquanto analisamos e testamos as melhores formas de divulgação e publicação. Após o lançamento do primeiro arco, vamos verificar a resposta do público. Se ela for positiva, vamos arriscar lançar o segundo arco em um projeto melhor acabado, apresentando o resultado a editoras e propondo o quadrinho como uma publicação mais luxuosa, mas sempre se preocupando em não deixar os leitores na mão e oferecendo um produto novo, tentando evitar as reedições. Assim, quem adquiriu o primeiro arco nunca vai precisar substituí-lo, pois queremos sempre trazer histórias com problemas e temas novos".

Depois da primeira edição de FOCO ser desenhada, outras ideias surgiram. Marcus e Luís decidiram arregassar as mangas e produzirem sua própria obra. Alguns devaneios e filmes do Tarantino depois, surgia O GUARDIÃO, a história sobre um rapaz hiperpoderoso que é convencido a ser um herói, protegendo a Terra ao invés de destruí-la - e como as pessoas do planeta reagem a sua constante intervenção em suas rotinas. Suas histórias, sempre contos completos de 8 páginas, serão publicadas inteiramente na internet em um site a ser lançado em 2011. Os roteiros ficam com o próprio Luís, também editor do grupo e administrador do site, desenhos e edição de arte de Marcus e cores de Kaléo Mendes, parceiro de Luís no grupo Mercúrio.

"FOCO é uma história muito boa, mas muito pessoal de Catarina. Por mais que Marcus, Rute e eu mostremos nossas opiniões em um ponto ou outro da história, há tanto da autora ali que não nos sentimos coautores. Chegou um ponto que eu e Marcus precisávamos de algo que fosse nosso. Lembro de um momento enquanto decidíamos uma ou outra ideia para a edição 2 de FOCO que Marcus me falou, 'Quero desenhar uma história de super-heróis', pouco tempo depois eu entregava pra ele duas ideias sobre um herói na segunda guerra mundial, ciganos e longevidade, mas que foram deixadas de lado, por conta do extenso período de pesquisa e da dificuldade de encontrar um formato que agradasse tanto a mim quanto a ele. Depois de muito pensar, me veio essa ideia de um personagem que na verdade não sabe que é herói, apesar de ser visto como o maior protetor do planeta, e que é incrivelmente alheio a este. Semanas depois, Marcus estava fazendo layouts de página e eu escrevia o segundo roteiro. Acreditamos que esse vai realmente ser um grande trabalho!"

No FIQ - BH, os curiosos e alguns fãs da dupla poderão dar uma conferida na primeira história de FOCO, feita especialmente para o evento, e ver originais de Marcus Rosado para as duas obras, bem como tirar fotos ou pedir autógrafos. Tudo na mesa do Fórum de Quadrinhos do Ceará! O FIQ acontece de 9 a 13 de novembro em Belo Horizonte.

Abaixo, uma prévia da edição que estará na mesa do FQCE!