7.16.2010

Entrevista com JJ Marreiro, um João no Quadro

Minhas mais sinceras desculpas a todos pelo atraso em tão especial postagem, mas eu e o amigo Kaléo estávamos loucos organizando a primeira apresentação de nosso quadrinho no SANA 2010 e isso ocupou muito nosso tempo, por isso o atraso. Mas como o blog é semanal, aqui está, ainda nessa semana, o tão esperado post que, devo dizer, foi muito bacana de fazer. Antes de suas leituras vou vender meu jabá e dizer: caso ainda não seja domingo (18.07.2010), corram para o SANA desta data lá no Centro de Convenções de Fortaleza e conheçam o quadrinho feito por mim e o amigo Kaléo, o Alma de Dragão, e comprem sua primeira edição especialmente feita para o evento. Se domingo já tiver passado, então acessem nosso site, vejam como foi o evento e acompanhem a produção desta obra até seu lançamento oficial em 2011! Sem mais delongas, aproveitem esse papo com JJ Marreiro!

Há muito tempo atrás eu fui até o estúdio do Daniel Brandão com um punhado de desenhos toscos e alguns calhamaços de manuscritos grampeados desordenadamente para saber sobre os cursos de quadrinhos e desenhos. Depois das informações dadas, conversamos um pouco sobre quadrinhos, autores, roteiros e outras coisas do gênero. Talvez ele nem lembre mais da conversa. Enfim, durante esse papo ele me falou de alguns autores nacionais e principalmente J.J. Marreiro. Fiquei fascinado quando Daniel me disse que o homem de dupla consoante era roteirista já que, ao meu ver, a espécie inexistia em Terras do Sol. Desde então, se tornou um tipo de meta conhecer esse cara. Bem, o destino é uma caixinha de surpresas, assim em um dia qualquer e quase sem querer conheci o roteirista, quadrinista, escritor, editor, professor, ilustrador - entre outras 200 profissões e 300 ofícios ainda não nomeados pelos seres humanos - João Marreiro, que gentilmente concedeu a entrevista que vocês podem ler a seguir.

1. J, há um tipo de "registro" do seu envolvimento com quadrinhos em um período bem bacana para as HQs cearenses, quando vários jovens vindos de cursos universitários formaram o Curso de Quadrinhos da UFC e, dali em diante, muitos não pararam. Hoje em dia alguns deles são vistos como mobilizadores da prática de se fazer HQs e grandes mestres de outros tantos jovens. Fala um pouco desse momento pra gente.
JJ: O Movimento ao qual se refere foi na verdade uma iniciativa do Professor Geraldo Jesuíno que fundou a Oficina de Quadrinhos do Ceará por volta de 1985. Tratava-se de um curso de extensão ligado ao curso de Comunicação da Universidade Federal do Ceará e tinha por objetivo pesquisar e produzir HQs. Com o tempo os professores e monitores do curso, munidos de alguma estrada e experiência, resolveram oferecer como retorno à sociedade um treinamento em quadrinhos, um curso aberto ao público, onde o conhecimento adquirido como fruto das pesquisas e estudos de grupo seria dividido com a sociedade e novas informações poderiam ser apreendidas deste contato. Além do Professor Geraldo Jesuíno, ainda atuante na área da arte seqüencial, estavam presentes nesse período o PC Amoreira (que hoje representa a Secretaria de Cultura Municipal junto à Gibiteca de Fortaleza entre ouros projetos), o jornalista Fernando Lima, o Professor Ricardo Jorge (responsável pela nova versão da Oficina), Weaver Lima, Marcílio S, Silas, Walber Feijó e vários outros artistas... até o brega star Falcão freqüentou a Oficina nessa época.

2. Um dos primeiros quadrinhos que você participou foi o fanzine Manicomics, que acabou ganhando vários prêmios e depois ficou conhecido em vários lugares do globo, inclusive no Japão. Como foi trabalhar em algo assim, manter equipe, prazos e qualidade sem receber praticamente nada? Vocês esperavam toda essa repercussão?
JJ: O Manicomics estava entre os primeiros, mas bem antes publiquei no Pium (revista de quadrinhos da Oficina) e no Pergaminho (um dos primeiros fanzines de RPG do Brasil). O Manicomics ficou muito conhecido porque nossa tática de divulgação era quase terrorista. Nós enviávamos para praticamente todas as revistas que eram publicadas no Brasil naquela época... Homem-Aranha, X-man, Conan, Wizard, Comix Show, Herói, Máster Comics, Casa Cláudia, Arquitetura e Construção, Veja, Isto é, Ti-ti-ti, Contigo, Revista Pôster Metal Iron Maiden. Separamos (Daniel [Brandão], Geraldo [Borges] e eu) em torno de 120 exemplares pra enviar para as revistas mais inusitadas possíveis, falassem ou não de quadrinhos. Conseguimos xerox de graça numa universidade pública porque um amigo trabalhava lá e conseguiu a chave da sala da xerox e, na surdina – praticamente na base da espionagem –, conseguimos imprimir lá todos esses exemplares e mais alguns. De certo modo demos um jeito de fazer o sistema ajudar os corruptores do sistema. Nosso objetivo era chegar ao maior número possível de leitores e o número zero do nosso zine foi distribuído nas primeiras tiragem de maneira gratuita. Quando enviamos pras revistas colocamos um texto no interior do envelope dizendo: “Por favor se vc não tem interesse em quadrinhos não jogue no lixo entregue a quem possa se interessar”. Distribuímos para tantos amigos quanto pudemos e pra nossa surpresa enviamos apenas um exemplar para a Wizard Brasil, mas descobri depois que lá na redação chegaram pelo menos 5 outros exemplares... Ou seja, nossos amigos gostavam e enviavam pra ajudar na divulgação.
A distribuição do Manicomics foi tão massiva que tínhamos leitores no Japão, França e Espanha (brasileiros que moravam lá e pediam exemplares via correio).
Nós não esperávamos repercussão alguma, nós só queríamos colocar na mão do maior número possível de pessoas a nosso alcance. À partir do número um passamos a cobrar um real por exemplar. A tiragem do número zero girou em torno de 900 exemplares, contando as xerox financiadas secretamente pela universidade e as que pagamos do próprio bolso. O número um teve 700 exemplares de tiragem. Depois, fiz outras tiragens de 200 exemplares quando as primeiras se esgotaram. E a tiragem média ficou entre 200 exemplares pra cada edição por muito tempo. Antes da era da internet, o trabalho do Geraldo, Daniel e meu era conhecido basicamente por causa do Manicomics e da revista Capitão Rapadura, cuja arte fazíamos simultaneamente.

3. Atualmente você tem estado (empolgadamente) envolvido em projetos de estilos clássicos de sci-fi (Beto Foguete, Astronauta), remetendo a obras como Buck Rogers e Flash Gordon. Sempre teve esse vontade de trabalhar com o gênero ou a coisa apareceu de repente e você aceitou de braços abertos? O que você deseja trazer à este momento dos quadrinhos criando e trabalhando com obras desse gênero?
JJ: Meu primeiro personagem era um herói espacial e os primeiros desenhos dele datam de 1979, chamava-se Levram (Marvel de trás pra frente. Depois troquei o "M" por "N". Ele parecia um amálgama do ROM com o Homem de Ferro). Era um andróide enviado para destruir a Terra e no caminho até aqui desenvolvia sentimentos. Ao chegar percebia que o planeta era cheio de maravilhas naturais e o homem o estava destruindo, passando então a defender o planeta.
Passei a desenhar a Mulher-Estupenda (1998) com traço retrô em 2000 e criei nessa época outros heróis com apelo retrô: As Garotas da Selva, Colt Malone e Bob Rocket, que viria a se tornar Beto Foguete. O motivo é que eu queria desenhar HQs de aventuras na selva, faroeste e futurâmica espacial. Aos poucos vou trabalhando esses universos e fechando blocos de HQs para cada personagem.
Quando era guri minha leitura era Tarzan, Fantasma, Batman e Robin, Zorro, Flash Gordon, Pato Donald, Zé Carioca. Minha mãe sempre lia quadrinhos para mim e eu viajava nas figuras. Ela ia lendo e eu ia imaginando os personagens se movendo, lutando, falando. Quando comecei a ler sozinho entrava num processo de imersão total. Ainda faço isso hoje quando acho um bom quadrinho. O mundo pára de existir e aquela se torna a minha realidade pelo tempo que durar a leitura. Abdicação espontânea de realidade.

4. Muitos falam dos milhares de problemas envolvendo a produção impressa de quadrinhos nacionais, mas a verdade é que a internet tem sido um grande palco para produção e divulgação de autores brasileiros, com muitos deles inclusive deixando de lado a impressão de suas obras só pra se concentrar em seus trabalhos on line e alcançando considerável notoriedade dessa forma. Como você vê isso?
JJ: Essa é uma faceta do cenário atual da produção nacional, mas é impressionante como mesmo no pessoal que fica famoso pelos blogs e webcomics o que laureia a carreira é um álbum impresso. Uma revista em quadrinhos impressa pra mim é como um beijo... Ele pode vir por telefone ou via web e sempre será um carinho, um gesto bonito, atencioso. Mas o que faz tremer as pernas é o beijo tátil com troca de fluidos.
Não consigo ler livros inteiros no computador. Minha vista arde, não tenho paciência pra barra de rolagem, zoom, page up, page down. Me perco totalmente na translineação. Com quadrinho também tenho pouca paciência. Acho que o quadrinho europeu funciona melhor no monitor que o quadrinho gringo de heróis uniformizados. Os europeus tem uma quadrinização mais filme, mais clássica. Não abusam de requadros esdrúxulos.

5. Sei que não acredita no fim dos quadrinhos impressos (quem acredita, afinal?), mas você acha que o futuro (e o presente) dos quadrinhos nacionais estão no universo digital ou isso tudo é um "ensaio" para uma possível mudança no mercado editorial dos trabalhos brazucas em bancas?
JJ: O mercado dos impressos em geral está padecendo de um mal comum: a força do poder econômico. Quem manda no mundo hoje são as corporações e empresas de tecnologia. Daqui a pouco ler material impresso vai ser falta de educação porque a mídia vai trabalhar a substituição do papel por aparelhinhos com baterias extremamente caras e nocivas à natureza e todos vamos comprar felizes com novos gadgets e traquitanas. O alvo principal das corporações hoje são as crianças, [as empresas] vendem videogames de todos os tamanhos e preços para acostumá-las à sua futura posição de escravo da tecnologia. O homem está esquecendo da natureza, está esquecendo da beleza de plantar milho e feijão pra ficar fascinado com TVs gigantescas e computadores de bolso. As pessoas são educadas para consumir e adestradas para repetir o que a sociedade diz que é o correto. Quem busca um sonho hoje é considerado idiota porque o correto é passar num concurso público e conseguir estabilidade financeira para trabalhar em algo massante, humilhante e massacrante ao longo da semana e extravasar com cachaça-tchan-reboleition-faustão no fim de semana. O universo digital é uma imposição dos grupos econômicos que decidem o destino e as cotas de trabalho de cada nação. Porque é que a educação digital só é imposta à partir da formação universitária? Porque até chegar na universidade o aluno não tem nenhum estímulo à autonomia e isso lhe é cobrado abruptamente no curso superior?
As novas tecnologias são uma nova forma de controle social, mas que bom que há algo nesse contexto que pode ser usado à favor do indivíduo. Cabe ao indivíduo esquivar-se no meio dos mainframes e descobrir onde está seu lugar na revolução.

6. Você e Allan Goldman estão fazendo Comando V. Fala como é ter de fazer um quadrinho "sequencial" em que cada edição é "independente". Quais os problemas nesse tipo de estrutura narrativa? Você sente que há uma necessidade de sempre apresentar os personagens, se sim, como acontece sem que consuma páginas necessárias ao roteiro ou cada edição tenha uma parte que seja a reprise da anterior?
JJ: A chave é saber onde você está e pra onde você quer ir. Cada edição tem um motivo, um problema próprio para ser solucionado. Veja as revistas do Tex. Qualquer pessoa pode comprar o Tex à partir de qualquer número. Não é preciso apresentá-lo porque a presença dele na história é um fator natural. Ele está na capa, ele tem uma vestimenta típica e o seu aspecto físico nos informa o básico que precisamos saber sobre ele. As apresentações detalhadas ficarão por conta das ações dele ao longo da revista. O Tex já está na revista de linha no número quatrocentos e tanto, sempre com HQs fechadas sem ser reapresentado a cada número. Personagens bem construídos não precisam de apresentação. Eles entram em cena e agem, a medida que falam e tomam iniciativa vamos conhecendo-os um pouco mais.

7. Há algumas semanas no "Viga Mestra do HCast" você tinha um texto sobre como a prática, o gosto e o esforço constante são características que fazem um artista, contrapondo a idéia de que para se ser ilustrador é obrigatório se ter o "dom". O texto gerou uma repercussão interessante com muitas respostas em prol da prática ou tentando esclarecer o que realmente seria esse tal dom. Como professor e incentivador da prática quadrinística você deve ter se deparado com essa discussão muitas vezes. Fale-nos de suas empíricas experiências acerca disso. Quando a prática pareceu o necessário a um desenhista? Quando o dom prevaleceu para o resultado de um trabalho?
JJ: O que tenho testemunhado é que as pessoas que alegam a existência desse chamado “dom” utilizam o termo como uma muleta para não sobrepujar um desafio, ou como palco para se projetar num nível acima dos outros. Todas as pessoas possuem uma habilidade especial em alguma coisa, isso é o que me diz a experiência. Mas aquilo que você não sabe fazer na vida, você aprende se quiser aprender, se tiver interesse genuíno. Na psicologia o que leigamente chamamos de dom é chamado de pulsão, você direciona sua pulsão para a área que tem interesse ou se sente confortável.
A prática sempre se fez necessária em todos os casos de evolução de traço que tenho testemunhado. Todos os alunos que vi evoluírem o fizeram por meio da prática.
Acho que o dom não se manifesta concretamente em um trabalho. Acho que ele surge (se é que realmente existe) para revelar sua área de interesse, para mostrar o caminho. Seguir o caminho é o metier da prática.
Acho muito difícil acreditar que um ser humano seja superior a outro, eles são distintos, aptos a tarefas diferentes. Alguém que tenha estrutura óssea mais robusta pode se tornar um bom boxeador ou quem tenha raciocínio lógico pode se tornar um bom programador. O fato é que se você tem bom raciocínio lógico e não trabalha esse potencial será apenas um programador razoável, enquanto alguém que se imponha exercícios diários e prática constante chegará a condição de excelência.

8. Como era a produção do Manicomics? Cada artista fazia sua HQ ou se estabelecia parcerias e divisões de tarefas dentro de cada HQ. Vocês juntavam tudo e levavam pra uma gráfica rápida ou uma editora pequena?
JJ: Reuníamos a grana como desse, cada um colaborava com quanto podia. Nunca houve stress com isso. Se a gente não tinha o financiamento, esperava até algum freela e então direcionava a renda para a edição.
E como vocês o veiculavam?
JJ: Depois do bum das primeiras edições. Fechamos em 80 endereços de revistas só de quadrinhos e entretenimento, mais faneditores, gibitecas, lojas de quadrinhos e cadernos de cultura. Enviávamos e pela divulgação que esses 80 endereços rendiam fazíamos a venda via correio. Também distribuíamos nas comicshops da cidade ou quando algum amigo se dispunha a ajudar enviávamos para comicshops de outras cidades.
Que conselho você daria a quem quer editar seus quadrinhos impressos atualmente?
JJ: Esqueça a esperança ó vós que entrais” e manda ver com toda energia que tiver porque tudo vai aparecer contra você. Obstáculos imensos vão surgir a sua frente e tudo vai parecer conduzir a um gigantesco abismo sem significado onde só existirá dor e sofrimento... Entretanto se você estiver embuído de fé e de vontade genuína: FAÇA! Independente do que te digam: FAÇA! E nunca jamais deixe alguém desacreditar seu sonho, ao invés disso procure meios objetivos de realizá-lo!

9. Você escreve e desenha, talvez como a maioria dos autores brasileiros. Quando está produzindo um trabalho sozinho, como você faz, escreve tudo antes e só depois começa leiautes de páginas e desenhos finalizados, ou prefere ir rabiscando traços para aos poucos ir moldando o texto?
JJ: Quando escrevo para o Allan desenhar, sempre conversamos sobre a história e as cenas legais que poderíamos colocar, então escrevo decupando os quadros e envio pra ele revisar e sugerir alguma nova cena ou fazer alguma modificação. Depois recebo as dicas dele e fecho o texto da edição. Quando escrevo para meu desenho faço em forma de leiaute toda a HQ junto com os diálogos. Eventualmente, quando surgem muitas idéias de uma vez, anoto os argumentos para desenvolver depois.

10. Você tem alguma exigência em tipo de lápis, nanquim, papel ou usa o que tiver à mão?
JJ: Prefiro desenhar com 2b sempre com um limpa-tipos por perto. Quando faço ilustrações que serão finalizadas com mesa de luz uso 4b.
E quanto ao computador? Você prefere usar tablet ou desenha antes e escaneia?
JJ: Só uso tablet se o prazo estiver apertado. Normalmente gosto do tremido humano que vem junto com o traço. Mas, sobretudo acho fascinante o ruído do atrito do grafite com a celulose.

11. Quais a exigências para um roteiro de quadrinhos dar certo?
JJ: Essas são as minhas exigências, ok? É o que exijo das minhas HQs. A história tem que ser auto-contida, ter começo, meio e fim. Os caras maus se dão mal... James Bond Law: “Quanto pior o vilão pior seu fim!” Uma história deve passar algum sentimento, bom humor, nostalgia, bondade, determinação. Não gosto de histórias que deixam o leitor deprimido, pra baixo, com vontade de se matar.
O que você acha que uma história deve conter para ser interessante e prender o leitor?
JJ: Honestidade. O autor tem que acreditar na sua história, mesmo que seja uma história depressiva, ou de temas escatológicos, o autor tem que acreditar que faz sentido contar aquilo.

12. A pergunta derradeira. O que você tem lido atualmente?
JJ: Consegui ler uns quadrinhos digitais muito legais de um espanhol chamado Carlos Gimenez. Li também o Kick Ass e achei fantástico. Fizeram tanta propaganda do Mesmo Delivery que resolvi ler. Não gostei, a narrativa visual do Grampá é muito boa, mas não entendi o final, fiquei me sentindo burro. Talvez eu seja mesmo, pelo menos sou um burro honesto.
O que sempre tem como referência para seu trabalho em termos de livros, música, filmes e quadrinhos (lógico)?
JJ: Ultimamente Alex Raymond, Wally Wood, Russ Maning, Alex Toth, Steve Rude têm sido minha bússola no desenho. Gosto das narrativas do Frank Herbert (Duna) e do Douglas Adams (O Mochileiro das Galáxias). Estou lendo agora o Poderoso Chefão do Mario Puzzo e O Nome do Vento de Patrick Rothfuss. Sempre leio mais de um ao mesmo tempo.
Hmmm... música... Depois que viciei em podcasts passei a ouvir menos música. Creedence, The Who, Steve Vai, Jean Michel Jarre, Queen + Paul Rogers e Michael Bublè fazem parte das coisas que estou escutando ultimamente. Também escuto trilhas de filmes enquanto desenho, a trilha de Cruzadas e do Hulk são muito legais.
Tem filmes que são referenciais pra mim e de vez em quando revejo: O Campo dos Sonhos, Poder além da Vida e Rocky 3.

J. Caso você tenha chegado até aqui respondendo cada tópico desse, muito obrigado mesmo. Quero dizer que o Z&A é um blog direcionado a quem está no mundo dos quadrinhos e quer produzir de alguma forma, seja através de textos, desenhos, finalizando, pintando, etc. e sempre é ótimo ter a palavra de quem já fez, faz e ainda vai fazer muito nessa longa estrada dividida pela sarjeta, por isso realmente obrigado.
JJ: Amigo Luis, eu é que devo agradecer por essa oportunidade e dizer que estou feliz de poder contribuir um pouco para o Z&A.

E aí, gostaram? Querem mais? Pois acessem os links:

2 comentários:

  1. Fabricio "CrazyMan" Machado26 de julho de 2010 20:10

    Muito legal a entrevista. è legal ver que o Marreiro é um misto de saudosista, ao tratar dos quadrinhos impressos, e um tanto cyberpunk, ao falar dos meios em que num futuro (espero não tão) próxio, leremos quadrinhos.
    Parabéns ao Luís pelo blog e pela publicação do Alma de Dragão! Quem não comprou, trate de comprar!

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  2. Cara, Marreiro é de uma época realmente clássica dos quadrinhos e ele segue nessa "viagem", como ele mesmo disse na Gibiteca, de maneira fiel e educada a essa vertente que é basicamente o cerne de tudo que temos hoje. Fora que é um cara gente fina!

    Abraço, cara, e que bom q vc conseguiu comentar.

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