6.18.2012

TRÁFICO DE MULHERES [voltando à realidade para algo importante]


Não sou de seguir causas sociais além da minha seara de histórias em quadrinhos e cultura pop, mas hoje trago um pouco da realidade pra cá porque aqueles que se calam acabam não vendo a bomba chegar e quando estoura ficam perguntando os comos e porquês.

Enfim, toda vez que um país alcança uma visibilidade internacional, inclusive sendo sede de grandes eventos mundiais, os quais abrem às portas dessa casa a outros, assim como muita coisa positiva seguem essa onda, muitas negativas a acompanham, na maior parte das vezes escondidas nas sombras do titã positivista, onde melhor atuam e desenvolvem.

Uma delas, infelizmente, é o tráfico de mulheres. Para muitos difícil de acreditar que tal coisa tenha existido algum dia, pra outros parece impossível que ainda aconteça, mas é uma realidade muito mais próxima do que se imagina. E seus "coordenadores" muitas vezes se apresentam como pessoas gentis e simpáticas - e não se enganem e, pasmem, não são somente homens - que nada parecem querer do que conhecer casualmente suas vítimas, mas possuem objetivos e interesses bem mais obscuros. Eles atuam em todos os lugares: universidades, festas, pontos culturais, e mesmo na sua rua ou apartamento (como um vizinho que viaja muito e já pediu o açúcar emprestado e entrou pra ouvir uma música ou tomar uma bebida). Quando não alcançam nada através de uma abordagem empática, às vezes arriscam raptos - desnecessário dizer o quão isso pode ser horrível. Tudo o que está sendo expresso aqui é fato, tem base de dados de órgãos públicos que cuidam de assuntos desse tipo, como a delegacia da mulher e casas de apoio a mulheres vítimas de violência.

Sei que pareço alarmista e longe de mim querer aqui nesse espaço tão "cabeça fresca" começar uma onda de preocupações onde a liberdade das pessoas - principalmente das mulheres, que sempre lutaram (e ainda lutam) por mais espaço e direitos iguais - é substituída pelo medo, mas acredito que o aviso serve de alerta a todos: homens, mulheres, amigos, namorados, irmãos, pais - todos independente do sexo, apesar da masculinização plural de nossa língua - que prestem mais atenção aos que se aproximam, que evitem situações além da diversão que levam ao "encobrimento dos sentidos" e facilitem a atuação dessas figuras.

Cliquem nesse vídeo veiculado na Europa que mostra um pouco do que quero dizer, e visitem o site [italiano] pra maiores informações. Pra conhecer melhor o pensamento e os dados, entrem em contato com as garotas desse site: CONSCIÊNCIA FEMININA.

2 comentários:

  1. E quando eu escrevo histórias sobre as atrocidades que as pessoas praticam, me perguntam de onde tiro as ideias "absurdas" para os roteiros.
    Absurdo é a falta de "humanidade" na nossa raça.

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    1. Sem sombra de dúvida, Fernando. O pior é que por vezes tudo acontece ali na nossa frente e ou não notamos, ou fazemos de ouvidos e olhos de mercador. Valeu pelo comment.

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